Amanda Costa

Astrologia Poética

Drops Astrais

TRANSMUTAÇÃO: HALOWEEN E O SIGNO DE ESCORPIÃO:
31/10/2015

O que é esse tal de Haloween? Por que é chamado de Dia das Bruxas? O Haloween é uma celebração dos países do hemisfério norte, cuja origem está no povo celta e seus rituais de Ano Novo. Os celtas adoravam a natureza e o Sol, considerado o maior de todos os deuses. Para este povo que dependia das forças da natureza e cuja forma principal de subsistência era pastoril, a divisão do ano era vinculada às estações do verão - quando levavam seus rebanhos para pastar - e do inverno -, em que os rebanhos eram levados para os currais. Em seu calendário, o início dessas estações correspondia, respectivamente, ao dia 1º de maio, chamado de Beltane e ao dia 1º de novembro, denominado Samhain. A mais importante era a data do Samhain, pois assinalava o início do ano, quando terminava a estação do Sol e iniciava a estação do frio e da escuridão. Posteriormente, passou a ser chamado de Haloween pelos povos de língua inglesa.
O Festival de Samhain/Haloween acontecia na noite de 31 de outubro para 1º de novembro, na qual se acendiam fogueiras imensas para anunciar a chegada do inverno e servir como calor e proteção contra os maus espíritos. Segundo Sir James George Frazer, em seu livro O ramo de ouro, nessa noite “as almas dos mortos revisitavam seus velhos lares para se aquecerem junto ao fogo e se reconfortarem com as homenagens (...) prestadas por seus parentes. (...) Não eram apenas as almas dos mortos que deviam pairar invisíveis (...), as bruxas esmeravam-se em seus atos malignos, algumas cruzando os ares com suas vassouras, outras galopando pelas estradas montadas em gatos que, naquela noite, se transformavam em cavalos negros como o carvão. Também as fadas andavam à solta, e duendes de todos os tipos vagavam livremente".
Com as invasões dos romanos, seus costumes se mesclaram aos já existentes. A festa romana de Pomona, deusa da abundância, das frutas e vegetais, por exemplo, também ocorria na mesma época, em 1º de Novembro. O elemento simbólico principal dessa deusa era a maçã. Depois, devido à disseminação da religião cristã por toda a Europa, essa data passou a ser chamada de Todos os Santos e era comemorada com fogueiras e desfiles com pessoas fantasiadas de mortos, anjos e demônios. Com o tempo, a data foi movida para 2 de novembro e denominada Dia de Todas as Almas, honrando os mortos, conhecida atualmente como Dia de Finados.
O Haloween celebrado na atualidade reúne todas essas festas e seus elementos simbólicos: fogos e fogueiras, fantasias de bruxas, mortos, caveiras, esqueletos, diabos, gatos, fadas, duendes, maçãs, doces. Em alguns lugares, é costume as crianças se fantasiarem e, em bandos, baterem à porta das casas, dizendo a frase “travessuras ou gostosuras?”. Se não lhes forem oferecidas gostosuras, entram na casa aprontando e fazendo travessuras.
E com Astrologia, o que tem a ver? Todo esse imaginário é relacionado com o signo de Escorpião, por onde o Sol transita agora e que representa, no ciclo evolutivo, a morte, não como conclusão, mas como passagem para outro estado, em outra qualidade de vida. Este signo de Água encerra o simbolismo dos processos de fermentação, de morte e de regeneração cíclica, sob a dialética da destruição e da criação, de danação e de redenção, do bem e do mal, do céu e do inferno. Na natureza, representa o momento de queda e decomposição das folhas (hemisfério norte). São associadas a esse signo as imagens de três animais: o escorpião, a serpente e a fênix, uma ave mitológica. A regência planetária de Escorpião está sob Plutão, o senhor do mundo subterrâneo e das profundidades inferiores.
Escorpião e Plutão se relacionam às situações limites, onde se exige um esforço extraordinário de autossuperação. Dessa maneira, mais forte e mais poderoso, o escorpião se ultrapassa, liberta-se de sua condição rastejante e se eleva, transmutando-se em ave, em águia, em fênix. A fênix sabe o momento de sua morte: quando essa hora é chegada, constrói um leito de folhas secas no pico mais alto de sua região e ali se deita, esperando que o sol queime lentamente as folhas. Após se consumir nas chamas, a fênix renasce das cinzas. Na ressurreição, a imortalidade da alma.