Amanda Costa

Astrologia Poética

Drops Astrais

SUPOSTA REGÊNCIA DE SATURNO:
25/04/2017

Esclarecimento sobre a suposta regência de Saturno para os próximos 36 anos, que se tornou viral nos últimos meses.
Além de tal afirmação não ter fundamento, andam espalhando por aí que foi a astróloga Emma de Mascheville quem trouxe esse método para o Brasil, o que não é verdade. Estudei com ela entre 1978 e 1981 e ela sempre baseou suas observações astrológicas em cálculos rigorosos, usando tabelas com as posições reais dos movimentos planetários, as efemérides. Um dia lhe perguntei pessoalmente sobre a questão do regente de ano e ela respondeu direta e secamente: “não levo isso em consideração, não se comprova”.
As teorias de “regente de ano” ou de ciclos de 36 anos regidos por um planeta surgiram em épocas muito antigas em que não havia tabelas astrológicas (efemérides) e os recursos para cálculos astrológicos por computador que temos hoje. Reduzir o período de um ano ou de vários anos a um único planeta é inconsistente e não se confirma na prática, não se verifica a correspondência entre o simbolismo do planeta e os acontecimentos na Terra. A divisão por ciclos de 7 ou 36 anos esbarra, ainda, na premissa básica de referência: qual é o ano zero? Dizem ser o nascimento de Cristo, mas como partir de uma data que nem se sabe com certeza qual é? Se fizermos as contas, os números não batem. Além disso, ao longo da história, o calendário ocidental já passou por várias mudanças em extensão de anos, meses e dias. Vale lembrar ainda que, no mundo, há vários calendários para diferentes povos.
Para compreender o momento em que vivemos ou qualquer período da história coletiva à luz do saber astrológico, há que considerar as configurações de todos os planetas e não somente os visíveis a olho nu (até Saturno), incluindo Urano, Netuno, Plutão, Éris, Sedna e Ceres, os contatos que fazem entre si por trânsitos e as progressões relacionadas aos mapas astrais das nações e eventos.