Amanda Costa

Astrologia Poética

Drops Astrais

Carnaval - Simbolismo:
28/02/2017

Rodopia, se equilibra, dá risadas, cambalhota, se firma e transforma, assina a linha de sua trajetória sem nome. O nome do bailarino é ninguém, o nome é todos.
No tambor dos passos, sola do pé no coração do planeta, pulso no pulso e mão na mão, cantamos & dançamos nossa ciranda da vida infinda.

No calendário está escrito Carnaval. Na história dos homens, celebração ancestral de renovação da natureza, rito de passagem para um novo ciclo. Caldeirão do caos criativo da gestação de onde nascerá o Ano Novo Solar nas águas de março.

Participação mística: o #Carnaval, o #Ano #Solar e a Astrologia
Grande é o salão cósmico... Poucos sabem que quando estão brincando no Carnaval participam de uma celebração super antiga, um rito pagão muitas vezes realizado e que simboliza o final de um ciclo, a alternância dinâmica e constante entre o caos e o cosmos, um rito de passagem para outro ciclo. No fogo das festas, um velho ano/velho mundo é extinguido e transmutado para renascer em outra qualidade na Quarta-feira de cinzas.
Estamos no final do Ano Solar que, do ponto de vista astrológico, se inicia em março - em 2017, no Brasil, 20/3 às 7h28min -, quando o Sol ingressa na região do céu que corresponde ao signo de Áries e assinala o equinócio de outono no hemisfério sul.
Como é feito desde um tempo imemorial, repetimos um ritual de comemoração da mudança de ano através das festas de Carnaval. O Carnaval faz parte dos esquemas simbólicos dos ritos cosmogônicos e de Ano-Novo, marcados por orgias e festas onde todas as regras são abolidas. No Carnaval são usadas máscaras e fantasias, assim como nos mitos de origem, e que funcionam como um meio para estabelecer um vínculo com a entidade, animal etc. O uso desses objetos expressa uma identificação com o poder e as qualidades que a imagem representa e também um rompimento com um padrão anterior. Nas festas carnavalescas, da mesma forma que nesses mitos antigos, abolimos formas e regras do cotidiano, misturando-nos uns aos outros, brincando no sem-limite. É um bota-fora, numa espécie de purificação. O Carnaval é uma reminiscência, um ritual que reatualiza e preserva ritos ancestrais de celebração da renovação das forças da natureza.
Embora algumas vezes ocorra durante o período de Aquário, o simbolismo do Carnaval tem correspondência com o signo de Peixes, onde o Sol ingressou em 18 de fevereiro. A etapa evolutiva de Peixes, após a experiência mental aquariana, representa a vivência emocional do contato com a condição humana num cenário universal, a compreensão dos sentimentos e a união da natureza humana universal com a natureza pessoal. Como último signo, há a união de todas as formas numa unidade em que, por fim, toda forma e todas as diferenças são abolidas, fundindo-se no Todo. Esta imersão na totalidade representa o fim de um ciclo, como uma incubação, gestando o novo ciclo que se abrirá quando o Sol ingressar em Áries, o primeiro signo do ciclo zodiacal.